Três palavras e um sorriso
Dois olhares e uma interrogação
Forma-se o dilema
Não saber se fugir ou enfrentar
Os olhos
Uma frase e um trejeito
Quatro notas de uma música
Declara-se a rendição
Querer dizer e ter que calar
A verdade
Duas lembranças e aquela voz
Cinco motivos para desejar
Lança-se o coração
Bater tão forte e não revelar
A vontade
Seis cores e sete desenhos
Dez pinturas nos dedos das mãos
Oculta-se o segredo
Sofrer em silêncio e resignar
À solidão
Nove tons e três tolices
Quantro nuances a vislumbrar
Permite-se o medo
Temer perder e abandonar
O tudo
Doze lágrimas e nenhum sentido
Oito pequenas verdades
Desperta-se a razão
Não ferir ou magoar
A única
22.5.09
Neblina da Estática
A resina da virose que se espalha
Cheira a medo bem velho
Amadeirado por profecias
Vozes vibrando há muito
Corrompe-se aos 5, domina-se aos 11
Máquina regurgitando quase fatos
Como parasitas infectos
Como adrenalina ignorante
Injetam-se por pixels o ethos
Em mentes despertas demais
Aos poucos cegam-se a todos
O que se vê é o que se quer
Em pânico, decadentes se rebelam
O coletivo de beatos sem santos
Repugnando razão em troca de poesia
[barata]
A escuridão que empesteia a alma
O paraíso do lixo se alastrando
Comendo idéias como reais
Contemplando no vício um canto
Uma canção de banalidades a mais
Educam-se os filhos do mundo
Pelo tubo radioativo de imagens
Nêutrons disparando às almas
Mensagens deturpadas e frias
O que era amor agora é produto
Nem mais a alcova se respeita
Nas páginas do tablóide o excesso
Respingando quentes o íntimo
Como leve pornografia
E no fundo do sofá d'outro lado
Vegetando como coisa que morre
Presa apenas por algo brilhante
Jaz o que sobrou de uma pessoa
Cadáver examina o abstrato
Na fome dos que pagam por tudo
Interrompe-se um jantar por minutos
Para depois se voltar ao de fato
Crianças soluçando disformes
Já são cotidiano e tédio
À pena que conduz a voz
Não se vê destino certo
Explosões e o inferno para pés
[descalços]
Somente os sorrisos amarelos
Entre câmeras e aperto de mãos
E os doentes já são os mesmos
Que agora senis acenam de longe
Alheios a tudo que fizeram
Fantasias de mundos perfeitos
Que a tudo sacrificou para si
Cheira a medo bem velho
Amadeirado por profecias
Vozes vibrando há muito
Corrompe-se aos 5, domina-se aos 11
Máquina regurgitando quase fatos
Como parasitas infectos
Como adrenalina ignorante
Injetam-se por pixels o ethos
Em mentes despertas demais
Aos poucos cegam-se a todos
O que se vê é o que se quer
Em pânico, decadentes se rebelam
O coletivo de beatos sem santos
Repugnando razão em troca de poesia
[barata]
A escuridão que empesteia a alma
O paraíso do lixo se alastrando
Comendo idéias como reais
Contemplando no vício um canto
Uma canção de banalidades a mais
Educam-se os filhos do mundo
Pelo tubo radioativo de imagens
Nêutrons disparando às almas
Mensagens deturpadas e frias
O que era amor agora é produto
Nem mais a alcova se respeita
Nas páginas do tablóide o excesso
Respingando quentes o íntimo
Como leve pornografia
E no fundo do sofá d'outro lado
Vegetando como coisa que morre
Presa apenas por algo brilhante
Jaz o que sobrou de uma pessoa
Cadáver examina o abstrato
Na fome dos que pagam por tudo
Interrompe-se um jantar por minutos
Para depois se voltar ao de fato
Crianças soluçando disformes
Já são cotidiano e tédio
À pena que conduz a voz
Não se vê destino certo
Explosões e o inferno para pés
[descalços]
Somente os sorrisos amarelos
Entre câmeras e aperto de mãos
E os doentes já são os mesmos
Que agora senis acenam de longe
Alheios a tudo que fizeram
Fantasias de mundos perfeitos
Que a tudo sacrificou para si
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